Especialistas debatem tendências em eficiência energética e soluções híbridas para segmento marine e offshore

Realizado no último dia 8 de Dezembro, no Rio de Janeiro, Simpósio foi promovido pela Danfoss e contou com a participação de  palestrantes das empresas Wärtsilä, DNV GL, TekSea e Huisman.

- sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017 Por Danfoss do Brasil

Tendências em eficiência energética e soluções híbridas para o segmento de marine e offshore. Esse foi o ponto central das discussões durante o Simpósio promovido pela Danfoss, no dia 8 de Dezembro, no Centro de Convenções RB1, no Rio de Janeiro, que reuniu diversos especialistas e contou com apoio da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

No primeiro bloco do evento, representantes das empresas Wärtsilä Brasil, DNV GL e Ghenova apresentaram soluções e boas práticas.

Mário Barbosa, Gerente de Vendas da Wärtsilä Brasil, discorreu sobre propulsão a gás natural para o segmento. Na opinião do especialista, o gás é um combustível em cuja composição há o menor número de carbonos por molécula. Isto por si só já proporciona uma redução nos níveis de emissão de CO2 na atmosfera.  "Existe interesse do mercado local em embarcações a gás, no entanto ainda esbarramos no gargalo logístico, ou seja, o fornecimento do combustível para as embarcações ainda é uma dificuldade. A tendência - e assim esperamos que se comprove - é que grandes projetos de usinas termelétricas movidas a gás natural motivem um novo arranjo logístico no qual o gás em sua forma liquefeita (GNL) seja distribuído em alguns pontos da costa brasileira. Assim seria possível usar parte do volume de GNL em novos terminais para abastecer embarcações movidas a gás natural. Em termos tecnológicos, a tendência é ver mais projetos de embarcações sendo desenvolvidos aqui no Brasil utilizando este combustível, uma vez equaciona o o problema logístico atual", afirma Barbosa.

Na sequência,  o engenheiro da Ghenova, Sérgio Lamarca Leite, falou sobre a necessidade de se buscar eficiência energética nos navios, não só no mercado offshore, mas também no mercado naval convencional, a partir da normativa da Organização Marítima Internacional (IMO), do Comitê de Proteção ao Meio Ambiente Marinho (MEPC), resolução com o propósito de reduzir em 30%, até 2025, o consumo de energia dos navios. A nova regra se aplica a navios com 400 AB ou mais, construídos a partir de 2013. "Nessa direção, surge um mercado de inovações tecnológicas buscando soluções não convencionais e híbridas para atender a essa demanda. As inovações começam com o uso cada vez mais popular da propulsão elétrica com combustíveis convencionais e gás natural. Será também a substituição de motores elétricos convencionais por motores e alto toque e baixa rotação usando tecnologia de imãs permanentes para aplicações em acionamento propulsão, de guinchos, guindastes, tampas de escotilhas, bombas de carga etc", destaca Lamarca.

Por fim, o gerente de desenvolvimento de negócios da DNV GL, Jonas Mattos, articulou sobre as demandas internacionais de certificações, que refletem a expectativa da sociedade sobre os agentes econômicos para que atendam às suas exigências relacionadas ao meio ambiente, aos ativos e à vida humana. "Novos equipamentos, novos combustíveis, novos processos de monitoração e controle operacional, a utilização da tecnologia digital para o projeto e também na operação das embarcações são algumas áreas nas quais se observam soluções possíveis. A grande questão é: qual é a tecnologia que devo adotar que me proporciona o melhor custo para atender à regulamentação?  Na maioria dos casos não existe uma resposta única e, com certeza, a resposta irá variar ao longo do tempo de vida útil esperada para uma embarcação", observa Mattos.

No segundo bloco do Simpósio, intitulado de Fórum de Líderes, se juntaram aos especialistas do primeiro bloco Henry Didjurgeit, diretor da TEKSEA, e Luiz Fernando Zanutto, vice-presidente de drives da Danfoss na América Latina, para uma sabatina de perguntas e respostas dos presentes e dos internautas que participaram por meio da transmissão ao vivo pela Internet, a partir da fanpage da Danfoss no Facebook.

Na opinião de Henry, entre os principais desafios que o segmento enfrenta no País está a falta de falta de comprometimento de autoridades brasileiras com relação a programas de incentivo a eficiência energética, controle e redução das emissões de poluentes que contribuem para efeito estufa e mudanças climáticas. Há também um grande desafio neste seguimento quanto ao custo de construção, sendo o Brasil um país dos mais caros do mundo para se construir uma embarcação. Por outro lado, o Brasil está equiparado tecnologicamente com outros países segundo o especialista: "De certa maneira sim, desde 2009 houve um crescimento significativo na construção de embarcações de apoio offshore, o que forçou estaleiros do Brasil a buscarem melhores tecnologias devido as exigências de seus clientes. Houve uma grande evolução tecnológica nas embarcações, levando o Brasil a estar na frente na América do Sul com relação aos demais países".

Zanutto aproveitou para destacar algumas soluções que já são realidade e que devem chegar com mais força no mercado brasileiro. "As principais tendências são as embarcações híbridas com acionamentos elétricos de última geração refrigerados a água. A solução AFE (Active Front End) é uma realidade na Europa há muitos anos com System Drives AC ou DC. Todos os acionamentos são interligados e conectados a baterias, reutilizando a energia regenerada, aumentando a eficiência e economizando de energia.  Os novos combustíveis estão cada vez mais em evidência como o LNG, um combustível limpo com baixa emissão de CO2. Todos os tipos de embarcações – offshore, fluvial etc. - já podem utilizar essas novas tecnologias", conclui.

 

 

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