Simpósio Danfoss

  • Entrevista com Thiago Pietrobon da Ecosuporte

    Thiago Pietrobon: Diretor da Ecosuporte

    Diretor do grupo Ecosuporte, formado pelas empresas Ecosuporte Assessoria Ambiental e Ecosuporte Resíduos, atuando no segmento de Sustentabilidade para o varejo e na assessoria das entidades de classe do setor supermercadista. Formado em Biologia, com Doutorado pela UNESP, trabalha há nove anos com Sustentabilidade em supermercados, trazendo ainda a experiência acadêmica - professor e pesquisador universitário - e na gestão pública - Assessor da Secretaria de Meio Ambiente. Ocupa atualmente cadeira no Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Americana-SP), é Coordenador do Departamento de Sustentabilidade da Associação Comercial de Americana e Membro do Grupo Técnico de Eliminação de HCFC junto ao Ministério de Meio Ambiente. Ao longo de sua trajetória, acumula 3 projetos de sustentabilidade premiados pela Fecomercio (Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade), sendo o último o projeto “Supermercados mais Sustentáveis” da APAS, premiado em 2015.

    - Quais são os desafios para tornar uma loja sustentável?
    O primeiro desafio para quem visa uma loja sustentável é estar aberto a mudanças. A cada dia novas tecnologias surgem, novas normas são criadas e até nossos clientes mudam. Precisamos estar abertos a aceitar e apoiar algumas mudanças. Mas o principal desafio é acompanhar tais mudanças, pois há muitos riscos em se contratar as soluções que batem à sua porta todos os dias. Não há solução de prateleira que se aplique a todos. Cada realidade exige uma gama de soluções personalizadas para alcançarmos a melhor eficiência.

    - O Brasil consegue desenvolver soluções sustentáveis ou fica atrás de outros países?
    Estamos constantemente acompanhando as inovações em soluções sustentáveis, tanto no Brasil quanto em outros países. E não há porque pensar que estamos atrás em termos de soluções. Praticamente todas estão acessíveis aqui. Algumas necessitam de adequação ao nosso clima e hábitos, outras precisam ganhar escala para se tornarem mais acessíveis, mas no geral é possível acessarmos todas elas. O Brasil difere dos demais, pois ainda precisarmos mudar parte da forma pensar a montagem de novas lojas, atribuindo mais valor à decisão com base na eficiência e custo / benefício, pois o retorno nem sempre é imediato, mas a eficiência sempre traz bons resultados na operação.

    - Quais são as novidades no segmento?
    A eficiência energética está no foco da atenção do setor, reunindo diversas soluções que vão de equipamentos mais eficientes ao maior controle e automação. Refrigeração, climatização, iluminação estão no alto desta lista.

    No campo das regulamentações, temos a reta final da eliminação do R22 e a quase certa entrada dos HFC (R404A e R134a) na linha de eliminação. Estas ações, que visam a redução da destruição da camada de ozônio e aquecimento global, estão mudando completamente os sistemas de refrigeração comercial no mundo. Destaque também é dado às questões de Resíduos Sólidos, que estão mudando a gestão dos resíduos no setor.

    E, claro, o cliente, cada vez mais atento e exigente quanto as questões de sustentabilidade. No Brasil, este movimento ganha força, especialmente na resistência a marcas que acabem relacionadas à degradação e impactos ambientais.

    - O que tem sido feito em outros países e que ainda não chegou por aqui?
    A autogeração de energia, como a solar, por exemplo, ainda é insipiente no Brasil, apesar do grande potencial que o setor supermercadista apresenta. Acreditamos que esta é uma área que crescerá muito ainda. O uso de gases naturais na refrigeração está ganhando força, mas ainda há resistência no uso dos fluidos mais eficientes, como amônia e propano, para supermercados pelos riscos intrínsecos. Porém, há sistemas restritos a casas de máquinas e isolados da loja, que permitiriam seu uso com segurança e eficiência, como visto em instalações fora do Brasil.

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