Simpósio Danfoss

  • Entrevista com Jonas Mattos, gerente de desenvolvimento de negócios da DNV GL

    - Quais são os principais desafios de encontrar soluções que possam atender às demandas internacionais de certificações, à emissão de gases e a redução de custos?

    As demandas internacionais refletem em última análise a expectativa da sociedade sobre os agentes econômicos para que atendam às suas exigências relacionadas ao meio ambiente, aos ativos e à vida humana. Estas demandas se materializam por meio de entidades globais como a IMO, que faz parte da estrutura da ONU, e outros organismos regionais que estabelecem então a regulamentação para o setor, assim como as Sociedades Classificadoras.

    A emissão de gases é um destes tópicos objeto de regulamentação, mas existem outros como, por exemplo, a eficiência energética dos ativos. Os custos dos ativos e custos operacionais são, sem dúvida, elementos cruciais que sempre deverão ser observados ao se adotar uma solução, mas a verdade é que nem sempre será uma redução de custos. Por vezes, para se implantar uma solução motivada pela regulamentação, que visa o alcance de um benefício esperado, pode-se agregar um custo novo como, por exemplo, a redução das emissões de gases.

    A meu ver, a força impulsionadora das soluções é um produto de três principais motivações: a regulamentação, o custo da solução e a tecnologia a ser utilizada, pois estamos falando de soluções técnicas e que trazem consigo inovação, qualidade, aplicabilidade e confiabilidade, para citar algumas das características que as soluções técnicas contemplam.

    - Em quais soluções o segmento tem investido para atender essas demandas?

    Esta é uma pergunta que engloba uma gama enorme de possibilidades. O primeiro corte seria separarmos produtos/ativos novos de produtos existentes, pois os mesmos possibilitam soluções distintas para requerimentos que na maioria dos casos também é distinto. Da mesma forma, o tripé regulamentação, tecnologia e custo da solução pode possibilitar, em alguns casos, uma vida útil futura a um produto existente e, em outros, pode também antecipar a obsolescência do ativo, por uma questão de competitividade.

    Novos equipamentos, novos combustíveis, novos processos de monitoração e controle operacional, a utilização da tecnologia digital para o projeto e também na operação das embarcações são algumas áreas nas quais se observam soluções possíveis. A grande questão é: qual é a tecnologia que devo adotar que me proporciona o melhor custo para atender à regulamentação?  Na maioria dos casos não existe uma resposta única e, com certeza, a resposta irá variar ao longo do tempo de vida útil esperada para uma embarcação.

     

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